Juntos Somos Mais Fortes, ainda podemos fazer mais.

Juntos Somos Mais Fortes, ainda podemos fazer mais.

Juntos somos mais fortes é uma iniciativa dos times cariocas em prol da ABRAPAC. Estamos vendendo as camisas da campanha e toda verba será destinada a entidade que dá apoio aos pacientes com câncer. Uma das iniciativas da entidade é a confecção e empréstimo de perucas a quem está fazendo tratamento. Pensando assim, nossa jogadora Luisa Finkelstein resolveu fazer a sua parte.

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A campanha continua. Com apenas R$20 você pode ajudar pacientes com câncer a ter uma vida mais digna. Uma iniciativa do Carioca Rugby F.C., UFF Rugby, Volta Redonda Rugby Clube, UERJ Rugby Clube, Niterói Rugby Football Clube, O’Jays Beach Rugby e Itaguaí Rugby por uma vida melhor para quem precisa tanto de carinho quanto de cura.

Saiba mais sobre nossa campanha em http://www.cariocarugby.com/juntos-somos-mais-fortes/

 

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES

A ABRAPAC é uma sociedade sem fins lucrativos fundada em maio de 1999 pelo Dr. Silvio Kelly e a Sra. Dinah Schumer. Foi criada por um grupo de pessoas que direta ou indiretamente estiveram envolvidas com o câncer, tendo como ponto de partida suas próprias experiências. A Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes com Câncer faz parte da Alinza Latina, representada em vinte países e mais de cem assosciações de diversas patologias.

O objetivo da ABRAPAC é contribuir para uma melhor qualidade de vida do paciente de câncer, seja ele carente ou não, oferecendo diversos tipos de apoio complementares ao tratamento médico.

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Pensando assim, o Carioca Rugby F.C. e mais sete times cariocas abraçaram a campanha JUNTOS SOMOS MAIS FORTES. A ideia é arrecadar fundos para a ABRAPAC durante o Outubro Rosa, uma campanha que acontece todo ano em outubro para conscientizar e ajudar aos portadores de câncer, principalmente mulheres. UERJ Rugby Clube, UFF Rugby, Volta Redonda Rugby, Niterói Rugby F.C., O´Jays Beach Rugby e Itaguaí Rugby vão ajudar a vender a camisa da campanha e toda renda obtida será revertida para a ABRAPAC. O custo de cada camisa será de R$20 e você pode adquirir uma delas no seu tamanho procurando os clubes, nos seus treinos, através das redes sociais e direto com o Carioca Rugby.

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A ABRAPAC contribui para uma melhor qualidade de vida do paciente de câncer, seja ele carente ou não, oferecendo diversos tipos de apoio complementares ao tratamento médico. São empréstimo de perucas, próteses de mama para Mastectomizadas (confecção artesanal), doação de Sutiãs, apoio psicológico, massoterapia, Oficina Terapêutica de Artesanato, Eventos e Palestras sobre Saúde, Direitos dos pacientes e Tratamentos, fisioterapia oncológica, nutrição, Orientação Jurídica e Assistência Social.

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Estas e outras ações são objetivo da campanha JUNTOS SOMOS MAIS FORTES. Com cada time fazendo a sua parte, vamos ter ajudado muitos pacientes e familiares de pessoas com câncer. Ainda estamos longe cura mas podemos ajudar agora quem precisa muito da nossa ajuda.

Treinos Carioca Rugby
Masculino
Segundas e quartas as 20:00 na praia de Botafogo.
Sábados às 15:00 na ilha do Fundão, Cidade Universitária.

Feminino
Quartas e quintas as 20:00 na praia de Botafogo.
Sábados às 10:00 na ilha do Fundão na ilha do Fundão, Cidade Universitária.

Mais infos em cariocarugby.com/treino/

Os horários, dias e locais dos treinos das outras equipes vamos
atualizar aqui em breve, ou acompanhe nas nossas redes sociais.
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Eu tenho um filho Rugbier

 

Sabe senhor? Eu tenho um filho Rugbier… Um belo dia ele apareceu em casa com essa novidade, a princípio tentei tirá-la de sua cabeça. Confesso que minha esposa e eu tínhamos um pouco de medo, nos parecia um esporte muito brusco e violento. Porém, com sua insistência, decidimos por fim, deixá-lo experimentar – EXPERIMENTAR apenas, com a esperança de que, como havia acontecido antes com tudo que ele havia começado, com o tempo se cansaria e acabaria por desistir..

Aí começou a coisa toda, quero dizer, começaram os treinos e em pouco tempo os jogos (compra chuteira, camisas, meias, etc.. etc..), para minha surpresa seu entusiasmo não decrescia, pelo contrário, aumentava com o tempo, até que um dia disse a minha esposa.. “Hoje tem jogo do time, vamos assistir.”

Sabe senhor, quando entraram, senti um nó na garganta ao vê-lo tão pequeno com seu uniforme em um campo tão grande. Quando nos viu, pareceu crescer. como se nos dissesse: Vejam!! Sou parte deste Clube.

Logo começou a partida… Ai Meus Deus! Que maus momentos passei… Todos se engalfinhavam pela bola e quando alguém a conseguia, logo tratavam de jogá-lo ao chão e começavam tudo de novo. Secretamente desejava que ele não a pegasse, mas pegou…. e o mundo se atirou em cima dele, – Quase entro em campo para salvá-lo – mas quando se passou a jogada, levantou-se e continuou correndo com todo entusiasmo até o fim da partida. E para meu assombro, cumprimentava e abraçava os jogadores adversários e assim todos iam deixando o campo, nesse momento, uma fraca luz se acendeu em minha cabeça, queria aprender mais sobre esse esporte que desconhecia, onde em um momento se trombam e se derrubam pela bola, mas que ao fim saem assim… rindo e comentando a partida..

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Então comecei a assistir mais assiduamente, e passei a entendê-lo cada dia mais e a conhecer suas regras, até que um dia, durante uma partida (agora já me considerava um especialista), me pareceu que o Árbitro havia errado e ferido meu mais íntimo ser, como pai e torcedor, briguei, reclamei e até ofendi ao Árbitro. Me lembro como se fosse hoje: ele era um pouco maior que meu filho, e quando estava questionando sua conduta, avistei meu filho, que passava ao nosso lado com um garoto da equipe oponente, veja senhor… nem consigo descrever o sentimento de reprovação que vi em seus olhos e quando chegamos em casa, me explicou… “Veja papai – me disse – a nós é ensinado que o Rugby é um esporte de cavalheiros, em que tudo que se faz, se faz por amor ao esporte e nós acatamos e compartilhamos isso. E quando alguém erra, devemos aceitar sem discutir, porque nós também podemos errar e do mesmo modo será aceito.”

E logo após, agregou: ” Sabe, hoje o senhor me deixou mal ante meu companheiros e adversários, e para tratar de consertar seu erro, te peço um favor (a essa altura, achava que ia me pedir para que não voltasse a ver um jogo, mas não foi assim), peço papai que nos próximos 5 jogos faça o sacrifício de não dizer uma palavra nem contra nem a favor.”

E digo ao senhores, estava tão envergonhado que aceitei sem vacilar, e durante as 5 partidas enxerguei que erros podiam acontecer, mas na maioria das vezes o errado era eu e sem protestar, pude apenas apreciar as partidas e me dei conta que por trás de cada apito do Árbitro, há um ser humano, novo ou velho que tem algo em comum, seu amor pelo Rugby. E esse amor, essa dedicação, não merecem a afronta da dúvida.

Sabe de uma coisa, senhor” Essa lição, que sem intenção, meu filho me deu, é um dos tesouros mais preciosos, graças a ela, aprendi que todos podemos errar e que merecemos compreensão quando o fazemos honestamente. E até creio… Que a partir daí, melhorei algo… Aprendi a ver melhor a vida.”

* Carta de um pai, enviado a um jornal argentino.
* Tradução livre feita por algum Rugbier Brasil afora.