Uma mensagem para todo mundo que pratica esportes

Uma mensagem para todo mundo que pratica esportes

O trecho abaixo foi escrito por nossa jogadora, Florencia Perseo, e achamos válido dividir com quem acompanha nossas equipes, nosso clube. É isso que está acontecendo agora com esta família, é o que acontece com muitos jogadores e jogadoras, atletas olímpicos ou não, mas quem compete e precisa de forças para continuar.

“Somos um clube e clube é também uma família, mas família não precisa ser só a pessoa que carrega seu sobrenome, família é quem carrega amor por você, companheirismo, apoio.
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Juntos Somos Mais Fortes, ainda podemos fazer mais.

Juntos Somos Mais Fortes, ainda podemos fazer mais.

Juntos somos mais fortes é uma iniciativa dos times cariocas em prol da ABRAPAC. Estamos vendendo as camisas da campanha e toda verba será destinada a entidade que dá apoio aos pacientes com câncer. Uma das iniciativas da entidade é a confecção e empréstimo de perucas a quem está fazendo tratamento. Pensando assim, nossa jogadora Luisa Finkelstein resolveu fazer a sua parte.

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A campanha continua. Com apenas R$20 você pode ajudar pacientes com câncer a ter uma vida mais digna. Uma iniciativa do Carioca Rugby F.C., UFF Rugby, Volta Redonda Rugby Clube, UERJ Rugby Clube, Niterói Rugby Football Clube, O’Jays Beach Rugby e Itaguaí Rugby por uma vida melhor para quem precisa tanto de carinho quanto de cura.

Saiba mais sobre nossa campanha em http://www.cariocarugby.com/juntos-somos-mais-fortes/

 

Eu tenho um filho Rugbier

 

Sabe senhor? Eu tenho um filho Rugbier… Um belo dia ele apareceu em casa com essa novidade, a princípio tentei tirá-la de sua cabeça. Confesso que minha esposa e eu tínhamos um pouco de medo, nos parecia um esporte muito brusco e violento. Porém, com sua insistência, decidimos por fim, deixá-lo experimentar – EXPERIMENTAR apenas, com a esperança de que, como havia acontecido antes com tudo que ele havia começado, com o tempo se cansaria e acabaria por desistir..

Aí começou a coisa toda, quero dizer, começaram os treinos e em pouco tempo os jogos (compra chuteira, camisas, meias, etc.. etc..), para minha surpresa seu entusiasmo não decrescia, pelo contrário, aumentava com o tempo, até que um dia disse a minha esposa.. “Hoje tem jogo do time, vamos assistir.”

Sabe senhor, quando entraram, senti um nó na garganta ao vê-lo tão pequeno com seu uniforme em um campo tão grande. Quando nos viu, pareceu crescer. como se nos dissesse: Vejam!! Sou parte deste Clube.

Logo começou a partida… Ai Meus Deus! Que maus momentos passei… Todos se engalfinhavam pela bola e quando alguém a conseguia, logo tratavam de jogá-lo ao chão e começavam tudo de novo. Secretamente desejava que ele não a pegasse, mas pegou…. e o mundo se atirou em cima dele, – Quase entro em campo para salvá-lo – mas quando se passou a jogada, levantou-se e continuou correndo com todo entusiasmo até o fim da partida. E para meu assombro, cumprimentava e abraçava os jogadores adversários e assim todos iam deixando o campo, nesse momento, uma fraca luz se acendeu em minha cabeça, queria aprender mais sobre esse esporte que desconhecia, onde em um momento se trombam e se derrubam pela bola, mas que ao fim saem assim… rindo e comentando a partida..

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Então comecei a assistir mais assiduamente, e passei a entendê-lo cada dia mais e a conhecer suas regras, até que um dia, durante uma partida (agora já me considerava um especialista), me pareceu que o Árbitro havia errado e ferido meu mais íntimo ser, como pai e torcedor, briguei, reclamei e até ofendi ao Árbitro. Me lembro como se fosse hoje: ele era um pouco maior que meu filho, e quando estava questionando sua conduta, avistei meu filho, que passava ao nosso lado com um garoto da equipe oponente, veja senhor… nem consigo descrever o sentimento de reprovação que vi em seus olhos e quando chegamos em casa, me explicou… “Veja papai – me disse – a nós é ensinado que o Rugby é um esporte de cavalheiros, em que tudo que se faz, se faz por amor ao esporte e nós acatamos e compartilhamos isso. E quando alguém erra, devemos aceitar sem discutir, porque nós também podemos errar e do mesmo modo será aceito.”

E logo após, agregou: ” Sabe, hoje o senhor me deixou mal ante meu companheiros e adversários, e para tratar de consertar seu erro, te peço um favor (a essa altura, achava que ia me pedir para que não voltasse a ver um jogo, mas não foi assim), peço papai que nos próximos 5 jogos faça o sacrifício de não dizer uma palavra nem contra nem a favor.”

E digo ao senhores, estava tão envergonhado que aceitei sem vacilar, e durante as 5 partidas enxerguei que erros podiam acontecer, mas na maioria das vezes o errado era eu e sem protestar, pude apenas apreciar as partidas e me dei conta que por trás de cada apito do Árbitro, há um ser humano, novo ou velho que tem algo em comum, seu amor pelo Rugby. E esse amor, essa dedicação, não merecem a afronta da dúvida.

Sabe de uma coisa, senhor” Essa lição, que sem intenção, meu filho me deu, é um dos tesouros mais preciosos, graças a ela, aprendi que todos podemos errar e que merecemos compreensão quando o fazemos honestamente. E até creio… Que a partir daí, melhorei algo… Aprendi a ver melhor a vida.”

* Carta de um pai, enviado a um jornal argentino.
* Tradução livre feita por algum Rugbier Brasil afora.

Os treinos de sábado continuam sendo os melhores

Os treinos de sábado continuam sendo os melhores

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Nossos treinos de sábado costumam ser os melhores da semana. A gente toma uma ou duas conduções
com dois ou três jogadores, encontramos mais ao longo do caminho e chega naquele gramado
do Atletismo da UFRJ da Ilha do Fundão. Marcava o campo com os cones, amarrava chuteiras,
suava feito um condenado cheirando aquele odor do mangue, terminamos completamente moídos,
felizes e com vontade de fechar o treino um coletivo entre os forwards e backs para depois
misturar tudo de novo e voltar para casa todo lanhado. Se existe um esporte melhor que
o rugby desconhecemos.
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Duro é ir agora sem nosso argentino preferido para nos acompanhar até o campo,
nem aquele toque no ombro durante um treino ou partida dizendo:
– To contigo irmão.

Descanse em paz Josse. Sabemos que você está melhor do que a gente agora, mas sentimos
muito sua falta. Um dia a gente vai se encontrar, vai jogar nas portas do céu ou do inferno,
será épico e você vai repetir as mesmas palavras que nos deixou na terra. Isso é para
nos lembrarmos porque jogamos rugby e porque existe este clube. Não é para a gente,
é para quem vai tomar nosso lugar usando a camisa do Carioca Rugby F.C. nas próximas gerações.

Forte abraço da primeira linha.